quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Cíclico



Nunca me senti tão sozinho.
Sou a cinza do incenso.
Sou como a única fresta de sol que entra no quarto.
Sou como a única lágrima de um choro falso.
Sou como meus erros de português.
Sou a falta que sinto de um futuro próximo.
Sou a insistência de chegar, entrar e permanecer.
Sou o texto confuso e incompleto de um poeta bêbado, a imaturidade da criança, a tristeza sem fim, as surpresas desnecessárias, a espuma que transborda do copo.
Sou o homem, a mulher, o viado, o covarde, o babaca, a vaidade.
Sou o amor, o silêncio e a dor.

5 comentários:

  1. Cib, gostei bastante. Pra mim, o seu melhor momento até agora. Muito Bom.

    Bjus


    Rick

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  2. Ah, adorei! Acho que me identifiquei com "o texto confuso de incompleto de um poeta bêbado". :p

    Enfim, tá bem legal mesmo. Tá vendo que uma hora a maldita (leia inspiração) chega?

    http://ilusoesdeamorpuro.blogspot.com/

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  3. pois é, e quando a inspiração dela chega, sempre dá nisso. Ela tem talento, e não acredita...rsrsrs
    Me indentifiquei com a solidão contida nele.

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  4. "Sou a cinza do incenso."
    Senti a solidão das suas palavras como se fosse minha.
    Obrigado, Fê

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  5. "Sou como a única lágrima de um choro falso."
    amei essa parte... me vi ai...
    parabens Ci... vc tem mto talento.. sdd bjuss

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